Nestor Jr.

Florianópolis, 1983
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Nestor Jr. começou sua trajetória profissional no ano de 2002. Já participou de diversas exposições - individuais e coletivas - em Santa Catarina, São Paulo, Goiânia, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador. No exterior, mostrou sua obra na França, Portugal, Espanha e Itália. Teve ilustrações e pinturas publicadas em revistas nacionais e foi destaque em publicações internacionais na Colômbia, França, Alemanha, Estados Unidos e Itália. Seu trabalho, entre outros temas aborda questões relacionadas a sexualidade, gênero e o conceito de belo. 
Nestor Jr. started his professional career in 2002. Since then, he has taken part in several exhibitions - solo and group shows - in Santa Catarina, São Paulo, Goiânia, Porto Alegre e Salvador. Internationally, showed his works in France, Portugal, Espanha and Italy. His illustrations and paintings were published in national magazines and also appeared in publications in Colombia, France, Germany, USA and Italy. His work, among other themes, deals with issues of sexuality, gender and the concept of beauty. 

aquarela sobre papel
30x30cm | 2017

aquarela sobre papel
30x30cm | 2017
aquarela sobre papel
30x30cm | 2017

À espera
acrílica sobre tela
150x100cm | 2015

Crítica

Vá imaginando, Nestor,
O horizonte 180° que vai de Ondina até o Morro do Cristo. Num caso, você pega uma lanchinha, vai mar adentro, como se fosse fazer uma travessia sei lá pra onde. Itaparica ou vai pra se perder…? se estica todo e replica o trajeto do barco na água com os dedos, formando um desenho que se desfaz em seguida. Só por prazer.
Num outro caso, Nestor, lá da pedra da ponta, você jogaria todas essas coisas de praia que você guarda de novo no mar. O búzio de peguari, só que preto, o ovo de tubarão (dizem), as conchinhas pequenas que eu não consigo ver direito… tudo isso de história sutil, teria passado por sua mão e mão de amigos e morariam perto da vila onde viveu Diogo Caramuru e Catarina Paraguaçu, sedimentos de água suja, navios naufragados e resquícios arrastados pelas chuvas repentinas de carnaval/axé music.
Acho bonito demais como você cria intimidade com essas miudezas. Coisas que são grandes e gerais num sambaqui, num contexto científico. Por isso quis tanto te contar sobre o texto “O Sambaqui Daqui” do Antonio Risério (procurem). Dessas coisas você teria descrito beleza.
Desenhar e pintar é bom demais, né?

Pedro Marighella (artista visual) para a exposição “Há um grande cansaço de explicar o mar”


Sambaqui
aquarela sobre papel
15x13cm aprox. (cada) | 2017