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Marcos da Matta

Conceição do Almeida, 1989
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Marcos da Matta faz experimentações com gravura, pintura e desenho partindo do cotidiano vivido na região do Recôncavo baiano para discutir temas ligados à sua cultura, religiosidade, às relações de trabalho e como essas e outras questões compõem tanto sua identidade como as identidades dos sujeitos.

Como escreve o curador Tarcísio Almeida: "Interessado no sobrevivencialismo, quase sempre parte dos detalhes do cotidiano vivido - que muitas vezes é incorporado à paisagem como se dela pertencesse - para fazer uso deles como ferramentas, cenários deslocados, narrativas incompletas... O que vem à superfície das coisas são suas relações e tensões com o Recôncavo e com as ditas ‘informalidades’ do trabalho".

Exposições selecionadas incluem  "Water marks: We must remember" (2021), Salão de Vinhedo (2020) e “Death & Life Art residence open studio” (2019).  Atualmente é integrante do grupo de artistas Práticas Desobedientes.
Marcos da Matta experiments with printmaking, painting and drawing, starting from his everyday life in the Recôncavo region, its culture, religiousness, informal work relations and how these issues compose his own identity and that of other individuals.

As writes curator Tarcísio Almeida: "Interested in survivalism, he almost always starts from the details of everyday life - which is often incorporated into the landscape as if it belonged there - to use them as tools, displaced scenarios, incomplete narratives... what comes to the surface of things are its relations and tensions with the Recôncavo region and with the so-called 'informalities' of work".

Selected exhibitions include "Water marks: We must remember" (2021), Salão de Vinhedo (2020) e “Death & Life Art residence open studio” (2019).  Da Matta in currently part of the artist group Práticas Desobedientes.


Obras disponíveis






Para adentrarmos naquilo que DaMatta propõe sobre as experiências do trabalho é preciso que façamos um exercício de síntese e multidão. Síntese porque o que vem a cena é da ordem do fragmento, parte recortada de um todo, pedaço de uma ação que se prepara para acontecer no tempo-espaço. Quando? Ontem? Hoje? Amanhã?... Assim, ele nos oferece toda uma ênfase no papel dos sentidos daquilo que podemos atribuir ao que se coloca diante de nós. Mas também de multidão uma vez que o que é revelado arrasta consigo uma pluralidade de formas e existências que o artista precisa encarnar para dar conta do território que está cercado.

Interessado no sobrevivencialismo, quase sempre parte dos detalhes do cotidiano vivido - que muitas vezes é incorporado a paisagem como se dela pertencesse - para fazer uso deles como ferramentas, cenários deslocados, narrativas incompletas... O que vem a superfície das coisas são suas relações e tensões com o Recôncavo e com as ditas "informalidades" do trabalho. As ferramentas não são só um meio de expressão dessa performance, mas aquilo que Milton Santos definirá como a própria técnica, um conjunto de instrumentos com os quais é possível realizar a vida e ao mesmo tempo produzir o espaço. Sem perder de vista o seu corpo, que também é fruto desses encontros, a pintura se torna um tipo de revelação do próprio artista que se pensa como trabalhador entre tantas e tantos outros.

Tarcísio Almeida



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