Mata

Pedro Marighella
24/05 a 29/06/2013


A exposição, uma retomada dos trabalhos iniciados em 2009, 1° prêmio em 2010 na X Bienal do Recôncavo, traz obras inéditas, realizadas com marcador sobre madeira e papel, em dimensões variadas, além de uma publicação serigrafada e de tiragem limitada a cinquenta cópias. “Antes eu executava os desenhos direto na parede, agora existem também trabalhos menores em suportes móveis. O resultado é mais parecido com as ideias assim como elas são concebidas, projetadas… próximo do meu cotidiano de atelier, mas ainda prioriza o aspecto narrativo, documental” completa o artista.
A mata, que aparece no título da mostra, é composta por uma densa aglomeração de gente transformada em linhas gráficas, que, silenciosamente, cresce como planta selvagem e parece devorar tudo que surge em seu caminho. A diversidade sofisticada e impetuosa da multidão, a diversão transformando-se em massa crítica, a constatação dos efeitos territoriais que surgem com a festa. Esse é o substrato do processo criativo de Marighella, que se inicia com imagens capturadas da internet ou tiradas de sua inusitada câmera escondida numa lata de cerveja e se encontra, através dessa exposição, mais uma vez com o público.