Vânia Medeiros

Salvador, 1984
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Vânia Medeiros busca abordagens transdisciplinares em seus processos de criação e tem dialogado com saberes da etnografia arquitetura, geografia, design e educação. Tem o desenho como um dispositivo de investigação em processos pessoais e relacionais, que ganha suportes diversos nos espaços expositivos, em ações urbanas e no livro. Exposições selecionadas incluem a individual "Atlântida" na galeria RV Cultura e Arte, em 2017; a coletiva "⦿", com curadoria de Catarina Duncan na Galeria Leme, em 2018; e mais recentemente o 36º Panorama da Arte Brasileira: Sertão, com curadoria de Júlia Rebouças. Vânia também foi indicada em 2017 e 2018 ao Prêmio Select de Arte e Educação, com o projeto Caderno de Campo e sua obra é parte do acervo do MAM-SP.
Vânia Medeiros seeks transdisciplinary approaches in her creative processes and has estabilished a dialogue with knowledges from ethnography, architecture, geography, design and education. For her, drawing is a device to investigating personal and relational processes, which appears in diverse supports in exhibition spaces, in urban actions and in publications. Selected exhibitions include  the solo show "Atlântida" at the RV Cultura e Arte, in 2017; the group show "⦿", curated by Catarina Duncan at Galeria Leme, in 2018; and most recently, in 2019, the 36th Panorama of Brazilian Art: Sertão, curated by Júlia Rebouças. Vânia was also nominated in 2017 and 2018 for the Select Art and Education Award, with the project Caderno de Campo and her work is part of the collection of MAM-SP.


série Ilhazinhas de calor
pigmento e grafite sobre papel
42x60cm | 2016
Crítica
De súbito, um caminho.
Por vezes, o que parece único é plural, o que é plural será ainda mais. Aqui, os caminhos que eternamente se bifurcam, possuem um tênue equilíbrio entre a aproximação e a distância. Uma fantasia, diriam alguns. Outros contam que Platão soprou aos ouvidos dos mares distantes histórias sobre a existência desse lugar. Não é menos verdade, contudo, que neste mundo, que são muitos, o tempo escorre, tangente à velocidade das transformações contemporâneas da paisagem.
Porém, o que importa é o desvio.
Ao olhar para um lado e para o outro, percebemos, deambulantes, que por puro acaso, ou por sorte, estamos entre linhas que traçam fragmentos de caminhos que
delineiam nosso olhar em um registro gráfico de movimentos entre a presença e a ausência.
Mapeamento de rastos de todo o vivido e acontecido nessa história sobre o trânsito de ser no tempo e a sua passagem pelos espaços.
Mas lembrem-se, derivar é verbo presente.
Norte? Sul? Não importa, não estamos tratando de direção, mas de um convite à experimentação da erraticidade imanente do pensamento.
Para além de horizontes históricos, ilhas brotam, icebergs fervem, cores explodem. Esse mundo-arquipélago certamente é feito de forma difusa, vaga, incerta, flutuante, pois estamos entre caminhos, no meio, água, mar, gelo, fogo.
Contudo, caminhos imprecisos também praticam a solidez das pedras na escritura que pulsa um corpo irreprimível em ação.
Trata-se de uma atividade incansável em
exercitar um desmanchamento de si com a prudência necessária ao se compor, decompor e recompor.
Um senhor chamado Proust disse certa vez que a verdadeira viagem de descoberta não consiste em ir a novos lugares, mas em ter outros olhos.
Aqui estamos: neste arquipélago de rotas e propostas de viagens diversas, mais do domínio da intensidade do que da extensão, Vânia Medeiros fez emergir com a força de seu traço e seu corpo no espaço percorrido, não uma cidade utópica do fundo do mar, mas caminhos fantásticos e diversos que nos promovem em deriva, um corpo-olho. Cada movimento é uma descoberta.
Pois bem, encontramos o que todos procuravam: Atlântida, um arquipélago de mundos de Vânia Medeiros.


Thais Graciotti


série Intuição
pigmento sobre papel
42x60cm | 2016






série Constituição
recortes de Atlas escolares e desenho em técnica mista sobre papel
42x60cm | 2019



série Férias
fotografia digital
70x70cm | 2016, 2017 e 2018


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